segunda-feira, 15 de março de 2010

Maldito buraco negro

Aviso logo de cara que esse não será um post curto, e sim chato. Não tenho o objetivo de agradar ninguém com ele, e sim de desenvolver aqui em muitas linhas um período da minha vida que só agora ganhei maturidade e coragem suficiente para expor ou para de uma certa forma, desabafar.
Como uma forma resumida, posso dizer que comecei meu ano de 2009 extremamente bem, e terminei o mesmo da pior forma possível. Não quero poupar palavras e nem detalhes, e sinceramente não importo-me com a opinião de qualquer um que ler, pois felizmente, esse período já foi superado.
Não existe uma única palavra que pode dar um nome a essa época, e nenhuma única característica que pode descrevê-la. Como teve início não sei bem ao certo, mas por ser a pessoa mais insegura e sensível do mundo, preocupo-me demais com tudo, e quando tenho algum problema não consigo tirá-lo da cabeça até solucionar o mesmo. Vamos aos fatos...
Estava saindo de uma relação, que sinceramente, por falta de conversa foi muito mal solucionada. Minha cabeça estava extremamente confusa, coisa que é normal acontecer no final de um namoro. Não sabia mais o que pensar, o que fazer, como agir. Provas finais chegaram, dobrando o meu estresse e dificultando ainda mais a minha vida. Não tinha paciência nem para estudar, e tranquilidade era algo que não existia mais em mim, e para ajudar, peguei recuperação em matemática por falta de estudo.
Comecei uma nova relação, que foi uma das únicas coisas boas que aconteceram nesse período. Mas, querendo ou não gerou certos conflitos, que no ponto em que cheguei já não me importava mais o que os outros pensavam a respeito de qualquer coisa.
Por causa do estresse, meu comportamento mudou completamente. Vontade era uma coisa que não existia mais em meu corpo, podia estar fazendo a coisa mais legal do mundo, mas não demonstrava o mínimo de felicidade. Dores de cabeça eram frequentes, meu sono era conturbado e acordava quase todas as manhãs com a boca sangrando por me morder durante a noite. Chorar começou a fazer parte da rotina. Acordava chorando, passava o dia chorando, ia dormir chorando e em algumas vezes, enquanto dormia chorava sem saber.
Assim, minha mãe resolveu me levar ao médico, e o que ela suspeitava foi confirmado. Estava com início de depressão. Ao saber, o que me restou foi chorar mais uma vez. Comecei a tomar remédios para curar-me, coisa que nunca imaginei em toda a minha vida ter que fazer. Recebi o apoio da minha mãe e de algumas poucas pessoas próximas, sempre sendo motivada a erguer a cabeça, esquecer tudo o que passou e dar início a uma nova vida.
Foram dias extremamente complicados, e quando acho que finalmente as coisas começam a encaminhar-se de uma maneira positiva, sou surpreendida novamente com um balde de água fria sobre a minha cabeça. Decepção. Atitudes de pessoas completamente inesperadas me atingem, e mais uma vez, perdi meu chão.
Nunca em toda a minha vida tinha chorado por raiva, mas infelizmente, tive um momento assim. Minha vontade era de sumir, simplesmente desaparecer. E mais uma vez tive que ser motivada a não dar atenção ao meu redor e seguir a minha vida, do meu jeito. Nesse momento, me transformei em duas Carolinas. Uma que por dentro estava deprimida o tempo todo, e outra que por fora tentava aparentar ao máximo sempre que estava bem, pois era assim que na realidade eu queria estar, e também por não suportar aquela pergunta de sempre: “ta tudo bem contigo?”
Resolvi dar tempo ao tempo, evitar tudo o que me fazia mal e buscar de todas as formas possíveis a minha felicidade, que há muito tempo havia sumido. Assim, dei diversos passos olhando sempre para o meu futuro e dando valor pra tudo o que realmente me importava.
Foi nessa época que percebi quem realmente sempre esteve ao meu lado, me dei conta de como existem pessoas que aparentam ser algo extraordinário, mas na realidade não são nem 1% do que mostram ser. Aprendi que não se pode sair por aí confiando em todo mundo, e principalmente, não quero mais uma vez que alguém tome por mim todas as consequências dos erros que eu cometi.
Com o tempo, consegui superar todos esses momentos e consegui sair do buraco negro que insistia em puxar-me para baixo. Passado é passado, as únicas coisas que restaram foram algumas lembranças de momentos bons e de todas as conclusões que pude tirar. Somente agora tive coragem de descrever essa época desagradável. Sinceramente, não desejo à ninguém dias assim e nunca mais quero passar por qualquer situação igual ou parecida. O buraco negro da minha vida foi preenchido por tudo o que me fez mal e agora, felizmente, está fechado e bem longe de mim.

3 comentários:

  1. Nossa, foi a postagem mais legal do blog Carol.

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  2. obrigada Rai :) haha, e aproveito pra pedir desculpas se com o meu texto magoei alguém.. realmente a intenção não era essa, e sim de descrever sem distorções tudo o que passou..

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