sexta-feira, 26 de março de 2010

Politik - Coldplay

Olhe para a Terra do espaço
Todos têm que encontrar um lugar
Dê-me tempo e dê-me espaço
Dê-me algo real, não dê-me falsificações

Dê-me força, auto-controle
Dê-me coração e dê-me alma
Dê-me amor, dê-nos um beijo
Conte-me sobre sua própria política

E abra seus olhos
Abra seus olhos
Abra seus olhos
Abra seus olhos

Dê-me um, porque um é melhor
Numa confusão, confidência
Dê-me paz de espírito e confiança
Não esqueça o resto de nós
Dê-me força, auto-controle
Dê-me coração e dê-me alma
Feridas que cicatrizam e quebras que podem ser consertadas
Conte-me sobre sua própria política

E abra seus olhos
Abra seus olhos
Abra seus olhos
Abra seus olhos
Apenas abra seus olhos

Mas me dê amor acima, amor acima, amor acima disso, eu...
E me dê amor acima, amor acima, amor acima disso, eu...




Às vezes uma música consegue transcrever melhor um momento do que as minhas próprias palavras.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Maldito buraco negro

Aviso logo de cara que esse não será um post curto, e sim chato. Não tenho o objetivo de agradar ninguém com ele, e sim de desenvolver aqui em muitas linhas um período da minha vida que só agora ganhei maturidade e coragem suficiente para expor ou para de uma certa forma, desabafar.
Como uma forma resumida, posso dizer que comecei meu ano de 2009 extremamente bem, e terminei o mesmo da pior forma possível. Não quero poupar palavras e nem detalhes, e sinceramente não importo-me com a opinião de qualquer um que ler, pois felizmente, esse período já foi superado.
Não existe uma única palavra que pode dar um nome a essa época, e nenhuma única característica que pode descrevê-la. Como teve início não sei bem ao certo, mas por ser a pessoa mais insegura e sensível do mundo, preocupo-me demais com tudo, e quando tenho algum problema não consigo tirá-lo da cabeça até solucionar o mesmo. Vamos aos fatos...
Estava saindo de uma relação, que sinceramente, por falta de conversa foi muito mal solucionada. Minha cabeça estava extremamente confusa, coisa que é normal acontecer no final de um namoro. Não sabia mais o que pensar, o que fazer, como agir. Provas finais chegaram, dobrando o meu estresse e dificultando ainda mais a minha vida. Não tinha paciência nem para estudar, e tranquilidade era algo que não existia mais em mim, e para ajudar, peguei recuperação em matemática por falta de estudo.
Comecei uma nova relação, que foi uma das únicas coisas boas que aconteceram nesse período. Mas, querendo ou não gerou certos conflitos, que no ponto em que cheguei já não me importava mais o que os outros pensavam a respeito de qualquer coisa.
Por causa do estresse, meu comportamento mudou completamente. Vontade era uma coisa que não existia mais em meu corpo, podia estar fazendo a coisa mais legal do mundo, mas não demonstrava o mínimo de felicidade. Dores de cabeça eram frequentes, meu sono era conturbado e acordava quase todas as manhãs com a boca sangrando por me morder durante a noite. Chorar começou a fazer parte da rotina. Acordava chorando, passava o dia chorando, ia dormir chorando e em algumas vezes, enquanto dormia chorava sem saber.
Assim, minha mãe resolveu me levar ao médico, e o que ela suspeitava foi confirmado. Estava com início de depressão. Ao saber, o que me restou foi chorar mais uma vez. Comecei a tomar remédios para curar-me, coisa que nunca imaginei em toda a minha vida ter que fazer. Recebi o apoio da minha mãe e de algumas poucas pessoas próximas, sempre sendo motivada a erguer a cabeça, esquecer tudo o que passou e dar início a uma nova vida.
Foram dias extremamente complicados, e quando acho que finalmente as coisas começam a encaminhar-se de uma maneira positiva, sou surpreendida novamente com um balde de água fria sobre a minha cabeça. Decepção. Atitudes de pessoas completamente inesperadas me atingem, e mais uma vez, perdi meu chão.
Nunca em toda a minha vida tinha chorado por raiva, mas infelizmente, tive um momento assim. Minha vontade era de sumir, simplesmente desaparecer. E mais uma vez tive que ser motivada a não dar atenção ao meu redor e seguir a minha vida, do meu jeito. Nesse momento, me transformei em duas Carolinas. Uma que por dentro estava deprimida o tempo todo, e outra que por fora tentava aparentar ao máximo sempre que estava bem, pois era assim que na realidade eu queria estar, e também por não suportar aquela pergunta de sempre: “ta tudo bem contigo?”
Resolvi dar tempo ao tempo, evitar tudo o que me fazia mal e buscar de todas as formas possíveis a minha felicidade, que há muito tempo havia sumido. Assim, dei diversos passos olhando sempre para o meu futuro e dando valor pra tudo o que realmente me importava.
Foi nessa época que percebi quem realmente sempre esteve ao meu lado, me dei conta de como existem pessoas que aparentam ser algo extraordinário, mas na realidade não são nem 1% do que mostram ser. Aprendi que não se pode sair por aí confiando em todo mundo, e principalmente, não quero mais uma vez que alguém tome por mim todas as consequências dos erros que eu cometi.
Com o tempo, consegui superar todos esses momentos e consegui sair do buraco negro que insistia em puxar-me para baixo. Passado é passado, as únicas coisas que restaram foram algumas lembranças de momentos bons e de todas as conclusões que pude tirar. Somente agora tive coragem de descrever essa época desagradável. Sinceramente, não desejo à ninguém dias assim e nunca mais quero passar por qualquer situação igual ou parecida. O buraco negro da minha vida foi preenchido por tudo o que me fez mal e agora, felizmente, está fechado e bem longe de mim.

domingo, 14 de março de 2010

"Senhor Respeito"

Ultimamente não tenho passado por dias muito agradáveis devido a alguns problemas particulares, e é nesses dias em que eu paro o meu mundo e penso em muitas coisas. Às vezes em algumas besteiras, às vezes em coisas de fundamento, no que devo dar valor.. enfim, penso na vida.
Pensei muito sobre Respeito. Não sei se essa é a melhor palavra para definir exatamente no que pensei, mas analisei situações ao meu redor ou que até mesmo acontecem comigo.
Percebi que grande parte das pessoas fazem suas escolhas, abrem mão de muitas coisas por respeito a outras. Mas nem sempre essas outras pessoas retribuem da mesma forma, não dão o mesmo "respeito" de volta.
Somos cobrados diariamente por várias coisas, inclusive pelo "senhor respeito" que ao mesmo tempo pode ser chamado de consideração ou de outros diversos sinônimos. Mas muitos dos que cobram não se dão conta que não tem o direito de cobrar ou se irritar com algo, pois fazem o mesmo ou até quem sabe, pior.
Ninguém atualmente para por um momento se quer para pensar nos outros, no bem alheio, no que realmente importa ao próximo. As pessoas de hoje são extremamente egoístas, e passam o tempo todo julgando os outros, sem perceberem os seus próprios erros.
Por essas e por outras, tente pelo menos uma vez na sua vida colocar-se no lugar de outra pessoa, próxima a você ou não. Pense se gostaria que ela tomasse a mesma atitude que você está tendo ou pensa em ter, e em todas as consequências que teria com isso, e acima de tudo, tenha moral suficiente para poder cobrar qualquer coisa ou até mesmo o respeito de alguém.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sim, sou sensível..

Para alguns, chorar é besteira, perda de tempo ou até mesmo coisa de fraco. Para mim, que considero-me uma pessoa extremamente sensível a tudo, chorar é uma forma de desabafo comigo mesma ou de demonstrar o quero ou estou sentindo. Pode parecer estranho, fora do comum.. mas essa sou eu, com a minha forma de muitas vezes expressar-me.
Sou daquelas que chora porque viu um filme, escutou uma música, está triste, feliz, com raiva, porque leu algo bonito, porque lembrou de um momento especial e importante, porque está com dor, por ter lembrado de alguém, cansada ou com sono, ou por não ter nenhum motivo.
Minhas lágrimas são difíceis de impedir, e segurar o choro muitas vezes se torna algo pior para mim. Prefiro ser chamada de chorona, sensível do que ficar guardando tudo o que sinto ou que me faz mau dentro de mim.

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